terça-feira, março 06, 2007

Ao sabor do vento

Caminho ao sabor do vento, vendo as paisagens mais loucas que só ele me pode mostrar... as casas e os prédios, as arvores e os lagos, a praia e o oceano, as serras e a neve, os carros e o fumo, o animais e as pessoas...
Ai as pessoas, um rosto triste outro alegre, um com rugas outro ainda com um simples arranhão que acabara por desaparecer, vejo a inocência e o oportunismo, a fantasia e o realismo, a exuberância e a simplicidade, vejo-te ti comum mortal que andas por aqui à procura de viver o melhor que sabes, sendo a pior ou a melhor das criaturas.
Tu que tens tantas certezas e que ao mesmo tempo vacilas numa simples questão... É isso que queres?
Criatura confusa em que o teu olhar mostra algo diferente do que sai da tua boca. Passam meses e por mais que queiras o teu olhar continua inalterado ou será o meu que ainda procurar aquele olhar que transforma o sal em açúcar, que transforma este grande planeta num planeta hiper mega pequeno, aquele olhar que para uns não é nada e para mim dá tudo...
Não sei, só sei continuo ao sabor do vento passando por brisas e tornados admirando tudo quando vejo e quero ver, querendo transformar o que há por transformar.
Se por acaso te vir nesta viagem por onde me leva o vento não sei se saia na paragem para dizer um olá, ou se siga esperando que venhas comigo. Incógnita que vou deixar para o vento, que me leva, resolver...
Leva-me vento para onde me queres levar, leva-me até te cansares, mostra o que tens para me mostrar, mostra-me a criatura que sou e que posso vir a ser...Mostra-me a criatura que mente com a boca e que faz explodir terrenos com um só olhar...
Simplemente leva-me como me tens levado agora...

3 comentários:

ZEP disse...

e porque é que ainda não tens um link para o meu blog? hein?

MMQ disse...

é da tua autoria o texto?

Vinagre disse...

é... se nao fosse ponha de quem era