sexta-feira, março 02, 2007

Apeteceu-me Divagar

São 00:25, hora de ir deitar na cama e sonhar, sonhar e sonhar. Cheguei há pouco do cinema onde fui ver "Diário de um escândalo", gostei muito do filme, achei que estava muito bom.

Para mim para além da história de uma professora que se envolve com um aluno e da maneira como uma outra pessoa se aproveita dessa situação, fala também da necessidade constante de termos alguém, do medo de terminarmos a nossa vida sozinho.
A verdade é que à medida que os anos vão passando sinto que essa necessidade é cada vez maior, não é que tenha medo ou me assuste terminar a minha vida sozinho, mas cada mais vez acho que há a necessidade de partilhar as minhas coisas com alguém, de partilhar as minhas alegrias, as minhas angústias, enfim a minha vida.
Longe vão aquelas paixões loucas, longe vão aquelas paixões que movem montanhas e que nos trazem ansiedades pelo dia fora.

Obvio que de vez enquanto há alguém que mexe connosco, obvio que continuamos a sentir o nosso coração a saltitar, mas de uma maneira mais moderada, mais consciente, mais madura talvez. Damos valor a muita coisa que antes não ligávamos ou que nos passavam ao lado.

Damos valor a pequenas coisas que na altura era insignificante e que agora se tornou a mais importante.

Vivemos numa época em que desistimos de lutar por um grande amor, vivemos numa época em que amar se torna uma preguiça, já não lutamos pelo amor, desistimos tão facilmente, mudamos de amor como mudamos de roupa. Muitas vezes uma curte, uma noite de sexo, um olhar, etc. Para nós é amor, mas no dia a seguir já não significa nada.
Não quero com isto dizer que não acredito no amor, porque acredito, mas acredito que tal como as pessoas mudam a nossa visão sobre o amor, e a maneira de o sentir também muda.
Tenho o desejo de encontrar alguém que mexa realmente comigo e que possamos partilhar o nosso dia-a-dia, que me faça sorrir e que me motive a viver uma vida melhor. Quero poder estar com uma pessoa e CONQUISTA-LA todos os dias não me ficar só por alguns.

Que geração tão rasca onde me encontro, e eu faço parte dela, esse é que é muitas vezes o problema...

Sinto que quero mudar isso, que tenho que mudar o que muitas vezes é obvio e lutar por valores mais altos por aquilo que eu sei que me faz feliz, lutar vivendo a vida sem nada esperar e muitas vezes sem cometer loucuras... Isto é aquilo que eu gostaria de viver, mas que sei que não vivo, que sigo muitas vezes pelo caminho mais fácil, pelo caminho do" está-se bem, siga amanha há mais".

Sinto que a pouco e pouco está na altura de dizer STOP, já chega de andar de um lado para o outro sem um objectivo... Carne é fraca, é o que se diz, mas eu sou mais forte se quiser.
São palavras soltas que por aqui vou escrevendo e que espero que não passem simplesmente de palavras, mas sim que passem também por uma atitude de convicções e de certezas do que é melhor para mim.

Aqui estou eu a ouvir as chamadas músicas "de ir ao cu", com a janela do escritório aberta, a ver as estrelas e a rua que se prolonga uns largos metros, tal como fazia quando os meus pais se separaram e que me confortava imenso, porque ia falando com Deus, Jesus, com a lua, as estrelas, enfim com mundo e que ao mesmo tempo me confortava com o vento que ia entrando. Só me falta o belo do cigarro, que nestes momentos de filosofia sabe tão bem.

Enfim… já divaguei demais… Provavelmente nada disto faz sentido, mas fui escrevendo que se vai passando pela minha cabeça.

Vou dormir que já é 00:40.

3 comentários:

Michael disse...

O facto de viveres enquadrado na suposta "geração rasca" como tu dizes, não implica que tenhas de viver de acordo com o seu código de conduta. Define e prioriza os teus valores e ideais, e viverás enquadrado numa geração que, seja ela qual for, te fará feliz porque só tu defines a tua felicidade.

jano disse...

Ouvi umas vez alguem dizer que a felicidade era relativa...na altura nao concordei...mas agora k ja passou algum tempo vejo k tinha razao...varia consoante a tua disponibilidade de lutar por ela...a altura de amores loucos que movem montanhas nao passou...simplesmente algumas pessoas acomodam-se à vida mesquinha e monotona que têm...mas que lhes transmite segurança, sem nunca arriscarem... Como a mesma pessoa me disse, a idade não interessa o que interessa é a maturidade...portanto não tens que pertencer à geração rasca...nao é por mil pessoas andarem para a direita que tambem tens que andar...arrisca e anda para a esquerda..se calhar é esse o teu caminho....(sorry o testamento :P:P)

Anónimo disse...

PERFECT!